terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Preta Gil na capa da NOVA de dezembro é um marco

E eu disse que o blog estava voltando... e está mesmo, acredite. Aos poucos, devagar, mas sempre, até uma hora em que eu volto ao ritmo de antes. :)

Fato é que desde o último post eu quis escrever N vezes, mas nunca dava (nem pra dormir tava sobrando tempo). Quis escrever sobre o helipótero do senador Perrella, sobre aquele caso lá de a Camila Pitanga e o Lázaro Ramos terem sido substituídos pela Fernanda Lima e pelo marido dela, quis escrever sobre a Camila Pitanga branca na propaganda da Caixa (dica do meu amigo Bonobo)... mas internet, sabem como é, passou um dia, morreu assunto (aliás, infelizmente).

Quis muito escrever sobre a capa da Nova estrelada pela Tatá Werneck, em novembro. Completa quebra de paradigmas aquilo, uma mulher que ganhou uma capa dessas mais pela simpatia e talento que pela beleza (nem a Camila Pitanga tem capa na Nova ainda, o que eu acho um erro pavoroso) (e até porque Tatá não é exatamente feia, mas eu pelo menos olho pra ela e só tenho vontade de rir).

Daí, antes que eu tivesse tempo de voltar e escrever sobre qualquer desses assuntos, me deparei nas bancas com a capa deste mês da Nova, estrelada pela Preta Gil. Me julguem, riam do meu ridículo, tirem uma com a minha cara, mas eu senti um arrepiozinho quando vi. Pode não parecer nada pra quem não acompanha essas coisas, mas pra esse tosco que vos escreve, dar-se conta de que uma personalidade gorda (gordinha, cheínha, fofa, chame como quiser) está estampando uma capa de Nova, sabe lá o que é isso? Ainda por cima uma mulher negra? (a segunda brasileira na História de 40 anos da revista)

Zoem o que for, mas qualquer um sabe que "a gostosa" é a mulher da Nova, muitas vezes mais até que a mulher da Playboy (que ganhar post qualquer hora dessas). Falem o que for, riam o quanto for (com motivo), mas a leitora brasileira ainda se espelha na "musa" na capa da Nova. Pensem então no que significa uma Preta Gil na capa da Nova (de dezembro!).

Preta já fez capa de outras revistas, mas o peso (sem trocadilhos escrotos) não é o mesmo. O fato de ela fazer uma capa da Cosmopolitan brasileira significa que muitas mulheres aí vão entender que não precisam ser esqueléticas (como, na verdade, as mulheres da Nova nunca foram) para serem bonitas, desejáveis, saudáveis. E o fato de a Preta vir sorridente, cheia de si, com seus braços e antebraços roliços, só dá mais valor à escolha da revista. Eu fico emocionado mesmo.

Já critiquei e zoei bastante a Preta Gil aqui no blog (convenhamos, ela dá motivo e gosta, né?, filha de Gilberto Gil, ela sabe usar a indústria das celebridades a seu favor). Mas neste post só gostaria de parabenizá-la. Parece uma pequena bobagem, mas é um marco isso que ela conseguiu. Do meu ponto de vista, é uma edição que já nasce histórica, mesmo que o conteúdo seja o mesmo conteúdo de sempre disso que se tornou a Nova. A capa é clássica.

Abraço pra vocês.


P.S.: E nem venham me falar do Photoshop, porque Photoshop todas as capas têm, seja quem for a modelo.

domingo, 24 de novembro de 2013

pra se guardar numa caixa de sapatos

Este é um post escrito pelo celular. Uma primeira tentativa. Portanto, saudosos leitores, peguem leve comigo nisso que pode ser o retorno do blog (vamos ver se vai).

"Mas resolveu tomar vergonha na cara e escrever por quê, Humberto?" Porque duas coisas hoje me deram vontade de escrever. A primeira foi essa imagem aí na foto. Passei por esses três amigos bem cedo, enquanto ia trabalhar. Numa manhã fria e chuvosa, no minuto que vi o Sr. catador dormindo no chão, além da tristeza que me dá ver essas coisas, me chamou a atenção o fato de que o moço, mesmo vivendo nessas condições, se deu ao trabalho de arrumar uma caixa pros seus cães. Um deles pelo visto preferiu dormir ao lado de seu cuidador. 

Eu nem queria fazer a foto (acho que é muita invasão), mas como ele estava com o rosto coberto,  achei que valia o risco (a indelicadeza). Além do mais, só queria registrar a relação de companheirismo. Acho uma as coisas mais bonitas do mundo (ainda que sofrida) a lealdade de cães (e já vi gato) de quem vive nas ruas. E aqui nesse caso achei ainda mais lindo ver o cuidado do senhor, mesmo nessas condições, com seus companheiros. 

Amigo dá abrigo, amigo apoia e protege. Quem tem um sabe o quanto isso ajuda a seguir em frente e a viver bem a vida. 

O dia começou com esta imagem e terminou com o encontro com dois amigos que conheci graças a este blog (com direito a presente de um terceiro amigo leitor daqui). Por isso pensei que merecia um post. Vivemos em tempos de relações cada vez mais virtuais, ou curtas e cheias de condições. Mas a boa e velha amizade, acredito, pressupõe estar ao lado dos verdadeiro amigos na situação que for, fazendo o possível pra tocar bem o barco e respeitando as fraquezas e forças de cada um. Porque é assim que se cresce. Só assim é bom. 

Obrigado aos amigos queridos que estiveram comigo hoje, mesmo que apenas por um "boa tarde". Obrigado à amiga rycah que me ouviu de madrugada enquanto chegava em New York. E muito obrigado a vocês amigos leitores, que ficam na torcida pela volta do blog. Acho que agora, aos poucos, finalmente vai. :-)

Beijos

terça-feira, 8 de outubro de 2013

eu prometo!

Acredite, qualquer hora dessas eu volto de vez! Até porque, além da correria, eu já ando esquecendo como se escreve, então necessito voltar pra continuar praticando.

Saudade docês tudo (tem alguém aí?).

Inté már logo!


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

pai também só tem um

Uma coisa que sempre, sempre mexe comigo e que quase sempre me faz chorar é cena de pai e filho (ou filha ou filhos). Acho uma sacanagem sem tamanho o quanto ao amor paterno é dada menor importância. Eu entendo que a mãe carrega o filho dentro de si por nove longos meses, eu não conseguiria nem avaliar o tipo de ligação que isso cria entre a mulher e sua cria, mas entendo que isso não minimiza a beleza e a grandeza do sentimento do pai pelo seu filho. Não fosse o pai nem haveria filho.

Já falei aqui no blog sobre o quanto desmerecem o amor paterno e sobre essa ideia errada que ainda existe de que ao pai cabe apenas prover o necessário para que o filho tenha alimentação, conforto, educação. Esse tipo de entendimento torto priva pai e filhos de uma relação que só pode fazer bem aos dois.

Uma outra coisa que me fez pensar nisso de que privam os pais do carinho e das demonstrações de afeto foi o comentário de uma aluna de 12 anos, enquanto falávamos sobre telefonemas. Ela perguntou por que todo mundo só liga pra mãe (e, quando muito, pede pra ela mandar um abraço pro pai). Eu fiquei sem resposta. E um tanto chateado, confesso.

Pra completar, hoje cedo acordei com a notícia e o vídeo de jovem pai sírio reencontrando seu filho, que ele acreditava ter morrido naquele ataque pavoroso na Síria. Assistam (vocês já devem ter visto). Como ver uma cena dessas e achar que dá pra pensar que um dos pais pode amar mais o filho, apenas pelo gênero? Amor não tem gênero. Eu nem preciso ser pai pra saber disso (bastou ser filho).

Acho que talvez não vá ter um outro filho na vida (eu tive meu Neném, lembram?). Mas tenho minhas sobrinhas (e sobrinhos, e alunos). Já tenho por elas esse sentimento incondicional. Espero que elas saibam que eu sempre estarei por perto. Então vou acabar sendo pai, de alguma forma. E eu até gosto da ideia.


domingo, 25 de agosto de 2013

revista fe-menina

As coisas andam tão corridas que eu mal tenho tido tempo de escrever aqui, mesmo querendo muito e mesmo cheio de assuntos. Este post que escrevo, por exemplo (e que escreverei de forma bem corrida, infelizmente), é o complemento muito adiado do último post publicado, lááá no dia 07 deste mês.

O assunto é a tal edição da TPM onde a revista tira onda com a cara (e a capa) da Nova. Leitores mais antigos devem saber que apesar de até gostar da revista, sempre achei que a TPM é só mais uma feminina no mercado, talvez a menos interessante para as mulheres (na verdade não posso afirmar, porque mulher não sou, apenas observo); Devem saber também que me cansa bastante isso de ela querer pagar de diferente (e melhor) que as demais publicações do gênero.

Enfim, daí lançaram a tal edição, e como foram mais explícitos desta vez, comprei na hora. Queria ver o que vinha de bombático, o que ia deixar claro essa diferença (e essa superioridade toda) da revista da revista em relação à Nova (e às outras todas).

Devo dizer que com a revista em mãos, olhando com calma e lendo as chamadinhas o que senti foi constrangimento. Parecia aquelas piadas de tio sem graça em festa de família, sabe como? Ou então coisa de adulto-adolescente, do tipo que não cresce nunca e precisa ainda de atenção. Mas OK, até aí, apenas uma sensação. Então abri a revista pra ver o que a adulta-adolescente tinha tanto a falar da prima adulta piranha.

Logo na segunda e terceira capas, um editorial do diretor da revista, Fernando Luna. Ele repete todo o discurso de que as leitoras das outras revistas todas são enganadas por essas publicações, que, segundo ele, vendem ilusões. O primeiro parágrafo: "Se o Procon lesse as revistas femininas, não sobraria quase nenhuma nas bancas." O curioso (e o ato falho) é que, bem, a TPM tá incluída nesse balaio, né? Ou ela não é revista feminina? Seria a TPM uma revista masculina para mulheres (bem, é mais ou menos isso o que eu sempre achei da Trip Para Mulheres; com o importantíssimo detalhe de que a versão para mulheres nunca me pareceu ter metade da qualidade da original masculina). Daí o diretor segue o texto falando que as revistas femininas (as outras, não a dele) vendem ilusões sobre beleza, trabalho, relacionamento. Fecha com a "capa" cool da revista, Alice Braga sorrindo, relax, "tamo aí, meu", cool pra sempre.

Termino a leitura desse manifesto contra as más intenções capitalistas que conseguem a proeza de enganar mulheres adultas, viro a página e vejo:

Um anúncio de produtos de beleza que vão te deixar mais bonita, querida leitora. By the way, produtos de beleza da marca que patrocina o evento anual da revista (falo dele adiante). By the way também, a mesma marca que anuncia nas outras revistas más, que querem te enganar, mulher.

Viro o anúncio e vejo:

O anúncio de uma academia, cheio de imagens de corpos sarados, pra você malhar e ficar com o corpo IGUALZINHO o das modelos, cara leitora adulta, cool, que não se importa com o corpo e que acha que isso é coisa das revistas femininas mentirosas.

Viro mais esse anúncio e vejo:

O anúncio de um carrão que você, cara leitora preocupada com o meio ambiente e com o transporte público e com questões de interesse da coletividade, tem que ter pra mostrar que tem dinheiro, status e estilo.

Estupefato, viro a página e vejo:

O anúncio de um banco (o mais singelo deles, diga-se de passagem), estrelado por gente loira e lisa. Porque não é porque você é cool que não vai poder gostar de dinheiro, não é mesmo, cara leitora adulta que não é enganada por revistas capitalistas que só querem te iludir e fazer você consumir?

Insisto, viro a página e vejo:

O anúncio de uma marca que diz: "Todo mundo usa". Não é você que vai querer ser diferente, né leitora da TPM que é diferente de todo mundo?

Quando viro a página, enfim, vem o índice (e outro anúncio).

Precisa dizer mais alguma coisa? Precisar não precisa, mas lá vai (e vai que só tenho tempo de voltar a escrever daqui a um mês?). O conteúdo editorial da revista (que no frigir dos ovos é mínimo) segue a mesma ladaínha de que as ooooutras revistas são publicações interessadas apenas em estimular o consumo e iludir as leitoras e de que a TPM é diferente e bem intencionada e cool e que as mulheres que leem são as mais inteligentes. Olha, é uma coisa que beira o "belém, belém, nunca mais fico de bem". Continuo com aquela impressão de que é uma revista bacaninha, mas que não alcança mulher nenhuma. Não uma mulher real. É uma revista feita pra uma mulher idealizada. Se as outras vendem uma ilusão, TPM com certeza vende (veja bem, VENDE) outro tipo de ilusão. No fundo são todas iguais.

Pra falar mais eu acabaria repetindo tudo que já disse sobre a revista aqui no blog. Então seria ideal parar por aqui. Mas daí, porque os amigos daqui são um brilho só, recebi do Augustto Paes esta maravilha de link. Este aqui! Se não der pra ler hoje (porque meu texto já foi enorme, eu sei), volta aqui, clica, e lê uma outra hora. É absolutamente preciso, coerente e necessário. Fala sobre esse "feminismo de farmácia" da TPM. E encerra o assunto.

Eu não encerro porque eu adoro a troca de ideias. Pelo que observo, ninguém que eu conheço, sobretudo as mulheres, lê a revista. Mas se alguém lê, se alguém leu essa tal edição, enfim, quem quiser comentar, vamos lá. Vamos conversar. Eu fico interessadíssimo em saber, especialmente das mulheres, se elas leem revistas, quais, por quê... se tem alguma leitora que realmente se sente enganada por elas... Me contem!
:-)

Abraços pra vocês, sempre que tiver um tempo eu volto aqui, sim.
Beijos.


P.S. Grande:
A tal capa/edição deste mês da TPM é praticamente o anúncio de um evento da revista, chamado "Casa TPM", o qual tive o prazer (??) de participar (como público, evidentemente).

Apesar do nome, que remete a uma imagem da dona de casa, que, prendada, recebe em seu lar (e o local, finíssimo, era mesmo uma casa muito aconchegante), o evento foi descrito pela revista como sendo "para quebrar os estereótipos femininos que estão aí desde o tempo da sua avó". Sei.

A primeira coisa que me chamou a atenção lá foi o público. Achei que iam me pedir pra sair. Nunca vi tanta gente branca na minha vida. Não serei racista ao contrário (aliás, de jeito nenhum), mas olha, quanta mulher caucasiana. E quanta gente ricamente vestida. Me desculpa, mas se tinha pobre ali, essa pessoa vive das melhores permutas. Infelizmente eu não consegui fazer uma foto do momento em que a única mulher negra que eu vi recolhia o lixo das elegantérrimas mulheres brancas enquanto essas discutiam as injustiças contra as mulheres... Coerência é tudo nessa vida.

Cheguei bem na hora em que ia começar a palestra de Didi Wagner sobre casamento. "Mas, Humberto, quem é Didi Wagner? Especialista em casamento?". Bem, Didi Wagner é essa intelectual aqui, vocês devem lembrar. E pelo padrão TPM, ela é bonita, é cool e é casada, logo parece suficiente pra formular questionamentos e elaborar respostas sobre a realidade do casamento hétero e homossexual no século XXI. Eu nem vou descrever as sábias palavras ditas em pouco mais de quinze minutos. Sugiro que vocês assistam. Olha, sem palavras mesmo. (Observação: vi que não disponibilizaram o vídeo: HAHAHAHA! Adoro).

Depois vi um debate sobre moda. De novo, festival de pérolas e clichés. Ao menos uma das palestrantes, Cris Zanetti, fez boas ponderações, até pra equilibrar com todas as bobagens proferidas pelas outras duas. E pra fia que falou que só as redes de fast fashion recorrem ao trabalho escravo, beijo da Le Lis Blanc.

O ponto alto pra mim foi a palestra mais esperada, sobre feminismo, com a feminista número 1 do twitter. Aquela mesma que costuma responder com um "Aff!" aos diferentes pontos de vista. Aquela mesma que tava criando um tumblr com fotos de homens barbados, "que é como todo homem deve ser", poucos dias depois de marchar numa passeata contra os estereótipos de beleza feminina. Enfim. Daí veio a moça, super aplaudida, super aguardada. Ela disse que estava maawwwlllnnn, que tava passando maaaawwwwlnnn..., fez uma manha, sentou... não disse nada... foi aplaudida... não disse nada de novo, foi aplaudida... daí soltou que foi abusada aos 13 anos (oi?), foi aplaudida (oi???)... não disse mais nada de novo, foi aplaudida... foi embora. Desculpa a franqueza, mas tománocu, né? Muito, mas muito fácil viver da fama de feminista desse jeito. Ainda bem que eu fui tachado de machista por uma coleguinha do Twitter.

Mais tarde houve um debate sobre sexo contando com a presença da Regina Navarro Lins, Léo Jaime e uma outra feminista de Twitter. Regina salvou a noite (e meu único dia de folga na semana) com seu bom senso. Em determinado momento, e sem medo de apanhar do público cool, afirmou categoricamente que é feminista, mas que é contra esse feminismo que luta contra o homem. Foi tão aplaudida que eu acho que até os mais cools ali presentes tavam de saco cheio das baboseiras que a gente ouviu a tarde toda (ninguém consegue ser tão cool assim).

O evento foi apresentado pela sempre bacana Sarah Oliveira e, apesar das incoerências todas, valeu. Confesso que tava com um leve medo de apanhar ali, mas no fim já tinha gente ao meu lado concordando comigo. De toda forma, certeza que ano que vem serei barrado, rs.

Inté, gente.
Público da 'Casa TPM': Gente fina, elegante e sincera.


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

TPM tira uma onda com a NOVA. Mas, espera...

A TPM é uma revista bacana. Eu já falei muuuuito dela aqui, em vários outros posts. Ela é uma revista feminina muito bacana. A única coisa que sempre me incomodou nela, e ainda não mudei de opinião, é essa coisa que ela tem de querer se vender como diferente (e muito melhor) que as outras revistas femininas no mercado. (na verdade me irrita bastante também as escolhas que eles fazem pra estrela de capa, mas sobre isso eu falo noutra ocasião).

Daí que a TPM deste mês fez uma capa muitíssimo bem bolada, justamente zoando com a Nova. A Nova, aquela revista que a gente ama zoar (e ela não cansa de dar motivo pra isso), mas que também é aquela revista que completa 40 anos de sucesso mês que vem.

Então a TPM soltou uma capa com a Alice Braga fazendo pose demulher da Nova, com cabelão de Nova e aquelas chamadas todas que a gente até gosta, pode confessar. E soltou também uma outra capa, com a mulher num jeito TPM de ser. A propósito, lindas as duas capas.

(antes de prosseguir, ressalto que só vi as capas na divulgação pela internet e confesso que nem entendi ainda como funciona, se a revista vem com as duas opções, se a primeira é fake... de todo modo vou sair agora e adquirir a minha, até pra fazer um outro post depois com mais propriedade -- sobre essa edição específica da revista, não sobre revistas femininas, porque sobre isso vocês já sabem que eu tenho alguma propriedade pra falar, não é vero?).

Anyways, penso que quando a TPM insiste nessa contraposição de ideais femininos, ela deixa muito claro como ela acha que a mulher deve ser (e como NÃO deve ser). De forma que estamos lidando de novo com estereótipos femininos. Uma é sexy, a outra é "cool". Não acredito que deva haver uma melhor que a outra. Não acredito que deva haver um ideal. Imagino que as mulheres a esta altura do campeonato já possam ter liberdade pra viver, parecer e agir do modo que melhor lhes convir.

Ainda sobre essa mulher bacaninha da TPM, já disse e repito que não creio que ela seja assim tão diferente das mulheres das outras revistas. Acho, na verdade, que ela esconde um certo preconceito contra as outras, ou até contra si mesma. Esta semana, por exemplo, o portal da Trip Para Mulheres apresentou sua especialista em decoração (que vai dar dicas cool para você deixar o seu lugar legal). Claudia Casa mandou um beijo. E a Claudia Cozinha mandou perguntar quando é que sai o primeiro fascículo de culinária da TPM com alguma atriz que ninguém conhece ensinando como preparar uma massa instantânea descolada pra servir pro namorido barbudão.

Enfim, se continuar falando aqui, agora, estarei chovendo no molhado (afinal, vocês sabem bem o que eu penso das revistas envolvidas) e estarei correndo o risco de ser preconceituoso (e Deus me livre disso, ainda mais falando do trabalho dos outros). Vou comprar a revista, vou ler. Assim que der um tempinho volto no assunto aqui no blog.

Leitoras que tiverem a oportunidade de ler também (ou não, sei lá), estão mais que convidadas a comentar.

É isto por ora. 
Beijos.

E aí, vai de sexy cool ou de cool sexy?


nos olhos de Di

Esta é a Vanity Fair de setembro. Absolutamente linda capa. Absolutamente inesquecível Diana, em sua melhor fase, pelas lentes de Mario Testino, não muito antes de morrer naquele acidente estúpido, dezesseis anos atrás.

O tempo corrido não me permite, por ora, escrever tudo o que gostaria sobre Lady Di. Vivemos em tempos onde qualquer criatura é chamada de diva. Qualquer sub-celebridade funkeira com nariz de plástica é tida como linda. Diana viveu e morreu com os holofototes apontados para ela. Uma googlada deve confirmar que ela foi a criatura mais fotografada (imagina que inferno) de sua época. Uma outra época, que começou a acabar naquela noite infeliz.

Nunca fui de ter ídolos, nunca fiz bem o estilo fã. Mas sempre adorei Diana. Era coisa de carisma mesmo. Era a única figura naquela realeza britânica ridícula que eu realmente gostava (e muito provavelmente porque ela destoava daquela babaquice toda).

Quando o plantão da Globo anunciou que o acidente tinha sido fatal parecia que era parente que tinha ido, tamanha foi a minha chateação. Por mais ridículo que soe, às vezes eu acho estranho pensar que ela não está mais por aqui.

A princesa que tentou viver feliz longe daquela vida tosca de gente que acredita ser melhor que os outros por conta de um direito divino.

De verdade, saudades Lady Di. Você continua despertando em mim os melhores sentimentos. E a mesma fascinação de sempre.


P.S.: Veja bem que quase 20 anos depois de ter partido, ela emplaca a edição de estilo da Vanity Fair. Acha que é todo dia que nasce alguém assim, né?



eu sei



Sabe quando você vê uma coisa e fica olhando pra ela, pensando que aquilo deveria te lembrar de algo? (mas você não lembra)

Pois semana passada eu fiquei com aquele "2 de agosto" na agenda martelando na minha cabeça. Mas não lembrava o que poderia ser. Aniversário de alguém? Dia de alguma prova que eu devia fazer.

Hoje, agora neste momento, eu me lembrei que na madrugada daquela sexta-feira dia 2 de agosto eu acordei porque no meio do meu sono eu lembrei de uma música. Uma música que eu não ouvia há anos. Uma música que eu nem gostava muito, mas que alguém adorava e que alguém vivia dizendo que era pra mim.

Na época eu não ligava muito, porque eu tava meio emputecido e meio duvidando daquele amor todo. Mas daí, hoje, pensando no esquisito fato de que eu ter acordado do meu sono profundo de inverno e lembrado dessa bendita dessa música, bem no dia 2 de agosto... daí eu sinto um misto de aperto no peito e alegria sem medida... porque eu finalmente entendi que a música (e o sentimento) eram de verdade.

Eu já sabia que da minha parte era por toda a vida mesmo. E agora eu vou tomar mais esta coincidência (ou será que não, caramba?) como certeza de que do lado de lá vai ser mesmo por toda a vida. Toda a vida.


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

mãos de zumbi

Daí eu abri o UOL e dei de cara com a chamada: "Terror de Famosas, Mãos e Pés Entregam Idade." E eu não consigo evitar a pergunta: qual o problema dessa gente?

Então tem que esconder a idade, é isso? A pessoa não pode amadurecer, não pode envelhecer? Já tá valendo a máxima "morra cedo e não envelheça" e ninguém me contou?

Assim que o link abriu dei-me conta de que se tratava de uma matéria no 'UOL Mulher', ou seja, o problema de envelhecer e apresentar sinais de idade é, portanto, um problema para a mulher. Quem tem que se incomodar com as marcas do tempo, pra variar, é a mulher (que seja a Madonna, A Sarah Jessica Parker, a Xuxa ou a Rosiellen que ainda está com 15 anos).

Isso me leva lá naquele ponto que eu toquei uns dois posts atrás, quando falei da Susana Vieira: a mulher que envelhece se vê, cada vez mais, num beco sem saída: ou assume as mudanças naturais do seu corpo e é tida como uma "velha acabada" ou e tenta adiar tudo isso é considerada uma "velha ridícula que quer parecer mais jovem". Mas, gente, faz o que então, se enfia dentro de casa e sai só no caixão? É isso?

A matéria horrorosa ainda se acha engraçadinha o suficiente pra descrever os tais sinais do tempo como "mãos de zumbi". Francamente, acabou-se tanto o respeito pelas mulheres quanto pelo jornalismo. Que raio de termos são esses?

O mais curioso nisso tudo, pra mim, está no fato de que o artigo foi publicado num site feminino. Portanto, em tese, deveria ter ao menos uma abordagem que atendesse aos interesses da mulher. "Mãos de zumbi"?? "Entregar a idade"?? E o pior, foi uma bonita duma jornalista, mulher!!!, quem escreveu isso? Pode isso, mulherada?!

Sério, eu fico me perguntando mil coisas: Precisa partir pro ridículo, perder a noção? A moça que escreveu a matéria ao invés de escrever sobre o assunto numa perspectiva que interessasse à mulher, faz uma coisa de um modo que só reprime a mulher de novo. Juro que não compreendo. 

Sei bem que o jornalismo feminino se baseia muito na imagem idealizada da mulher, e sei também que, infelizmente, a leitora gosta disso. Mas será que as coisas já não mudaram um pouquinho? Será que os novos tempos já não permitem matérias com um pouco mais de bom senso, que apelem para a beleza e também para a inteligência das mulheres que as vão ler? Já dá pra fazer melhor, não dá? Dá sim.

'UOL Mulher', as mulheres conseguem ser bonitas e inteligentes, pode acreditar. E a gente já sabe dissomuuuito tempo.


P.S.: E olha que eu já zoei os pezinhos da Véia aqui, vocês talvez se lembrem. Mas não pelos sinais do tempo, e sim pelas unhas aparentemente mal cuidadas.
P.S.2: Leitores antigos também sabem que eu me refiro à Véia como Véia por amor, e não por escrotice.


terça-feira, 23 de julho de 2013

escola experimental

Eu não sei o que se passa. Mas eu acho que tô cada vez mais a gatinha do Pepe le Gambá. Não era pra estar assim, não acho bonito isso, nem acho muito saudável. Só acho que, assim como minha acrofobia e meu TOC de conferir se tô esquecendo as coisas, minha aversão a gente que se apega tá piorando.

É uma bela merda na verdade. Porque, sim, eu quero ter alguém comigo. Não, não quero ser aquele rabugento solitário que envelhece sozinho. Mas também, não tô no desespero não me caso de imediato com alguém que acabou de se apresentar pra mim.

Mês passado eu estava procurando emprego e aconteceu de eu fazer contato com uma jornalista bem no dia 13 de junho. Eu escrevi a ela, da forma mais profissional esperada. Daí ela me deu um retorno muito rápido (uma surpresa pra mim, inclusive). Só que em cinco minutos de conversa eu percebi (meio sem querer acreditar), que ela tava era me cantando. Mais vinte minutos e eu comecei a pensar que o bibômetro dela tava com defeito. Mais dez minutinhos e ela não teve o menor pudor de me dizer que não namorava há trocentos anos e que o fato de eu ter aparecido no dia de Santo Antônio não era uma coincidência. No fim do dia eu achei melhor (pros dois) eu parar de responder às mensagens da dita cuja.

Evidente que esse caso é um extremo (e penso que não apenas eu, mas qualquer pessoa pensaria em manter distância). Mas eu fiquei pensando o que falta pra eu voltar a curtir ser "amado" por alguém. Não sei se tudo isso é só o pé atrás, a preguiça de quebrar a cara de novo ou aquela velha batalha pra não deixar a pessoa me amar tanto a ponto de me anular, ou de me tirar dos trilhos. 

Fato é que eu, por acaso, ouvi uma música que eu adorava já aos 6 anos de idade, e que, mesmo sem entender direito do que se tratava, eu já dizia na época que era minha música. Daí pensei na maneira como fui criado, no quanto eu tive que me virar sozinho desde sempre, e no quanto isso acabou me fazendo ser autônomo demais. Acabei concluindo que eu sempre fui free desse jeito mesmo. Se eu quiser voltar a ter um relacionamento decente com alguém e se alguém quiser estar comigo, portanto, penso que ambos teremos que lidar com essa minha realidade. Então pode amar: mas não gruda, não espere que eu grude e, por favor, não tente me transformar numa pessoa que eu nunca fui, nunca vou ser é o melhor pra nós dois.

Soo exatamente como alguém que amei quando eu falo isso, eu sei. Mas foi com ela mesma que eu aprendi que a maior burrada num casamento é você se apaixonar por uma pessoa e depois ficar tentando moldá-la ao seu estilo de vida (ou, talvez pior, deixar que ela faça isso com você).

Enfim, relacionamentos, como tudo na vida, são um aprendizado. Mas a minha lição, aparentemente, eu já aprendi. Só falta achar a pessoa certa pra, enfim, colocar tudo em prática. 

Bom dia, bora lembrar da tal musiquinha.
;-)



P.S.: Virei freelancer mesmo, porra de música, rs.


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Susana é bonita e gostosa

Já falei de Susana Vieira outras vezes aqui no blog. Que eu me lembre, esta aqui e esta outra aqui. E todos nós sabemos da personalidade peculiar que ela se tornou nos últimos anos, algo que em alguns momentos beira o ridículo.

Apesar de tudo, Susana Vieira ainda representa pra mim uma grande atriz brasileira (como ela mesma passou a repetir). A verdade é que estamos falando de uma atriz de talento, com décadas de carreira bem sucedida e uma coleção de papéis marcantes na TV.

O que eu acho curioso é que as pessoas preferem esquecer tudo isso (junto com a geração de pessoas que não conhece nada disso e nem procura conhecer, como, alías, não procura saber de nada que veio antes). Virou via de regra tratar Susana Vieira como se ela fosse uma dessas subcelebridades que surgem do nada, não fazem nada de relevante e somem como vieram (Naldo e, agora, Anitta que não me deixam mentir). Daí sempre me pergunto, por que será que pegam tanto no pé da mulher? Será só porque ela resolveu se declarar diva e botar peitinho pra fora e viver do jeito que bem entende, fazendo a Lula 89 ("Sem medo de ser feliz")?

Sim, eu penso que é exatamente por isso. Mas o que tenho observado é que o que incomoda, e muito, é a ideia de uma mulher (ainda mais figura pública) envelhecer bem consigo mesma. "Donde já se viu uma mulher ficar velha e se achar bonita, não pode isso?! E uma mulher ficar velha e se relacionar/contracenar com um homem muito mais jovem, não pode de jeito nenhum!!" A reação à declaração de Susana na revista Joyce Pascowitch deste mês, de que sente falta de ser chamada para ensaios sensuais, só confirmou minhas suspeitas. Não, Dona Susana, o que se espera de uma senhora na sua idade, e com os sinais do tempo que a senhora já apresenta, é que você se recolha, se vista o mais coberta que puder e, principalmente, que não se ache bonita nem desejável -- mesmo que você ainda seja.

O "polêmico" episódio do banho de praia de Betty Faria confirma também que o que o público brasileiro espera das gostosas de outras épocas quando a maturidade chega é que elas sejam lembradas a todo momento, e da maneira mais pejorativa possível, de que a velhice chegou e de que a "beleza" acabou. 

A pior face desse machismo, do meu ponto de vista (e do meu amigo Vk., com quem sempre discuto a respeito), é que ao contrário das estrelas, os atores estão mais que autorizados a envelhecer, por mais embagulhados que fiquem. Eles são praticamente premiados por isso! Vide Antônio Fagundes, que contracena com Susana em "Viver a Vida", interpretando o sr. Pegador que come a secretária novinha (mesmo Fagundes que comeu outras novinhas em "Gabriela" e que comeu...). Quando é que uma gostosa dos anos 70 que tivesse se descuidado do aspecto físico como fez Fúlvio Stefanini estaria numa novela das oito, mesmo que fosse pra fazer uma dona de casa engraçada? Nunca.

A verdade é que há um preconceito, um temor muito grande com relação à velhice. Penso que pra muitas pessoas, o próprio medo de envelhecer faz com que elas repudiem a velhice feliz (e bonita e gostosa) das outras. Especialmente se as outras forem mulheres, sobretudo as famosas.

Não sei o nível do photoshop (saudades Torquatto na Quem), mas as fotos de Susana pelo sempre brilhante André Schiliró pra JP estão lindas. Lidem com isso.

Abraços, boa tarde.


P.S.: A questão da birra com o envelhecimento (e com o feminino, sempre) é também muito gritante no mundo gay. Nego enche a boca pra chamar o outro de "maricona" ao menor sinal de idade. Porque, né?, vai todo mundo morrer na casa dos 20 anos.


quinta-feira, 4 de julho de 2013

que nada sei


Monica Geller. Não leva dois minutos, hoje em dia, pra algum amigo meu citar a limpadora compulsiva de "Friends" quando o assunto é personagem que se parece comigo. Mas já houve um tempo em que eu era muito mais parecido com outro personagem: Bing; Chandler Bing.

Mas como assim, Humberto? E por que isso agora?

Como assim,  nem eu sei. Aconteceu, porém, de eu estar vendo um determinado episódio da série esta tarde. E sempre, sempre, que eu assisto a esse episódio eu penso no quanto a vida da gente pode mudar, mesmo que você tenha tudo muito planejadinho na sua cabeça. A gente mesmo já muda de ideia e tal, mas mesmo quando os próximos passos estão traçados nada garante que a vida não vá vir e virar tudo do avesso.

Até treze anos atrás, quando eu era um Chandler Bing, eu tinha uma vida planejada pra mim (e isso incluía uma vida planejada pra nós). Tudo o que eu pensava que ia ser depois daquele maio de 2000 tinha sido muito pensado e esperado a minha vida inteira. Mas daí, quando eu menos me dei conta, e por todos os motivos que eu jamais teria imaginado, mudou tudo. Absolutamente tudo. TUDO. E eu tive que recomeçar do mais absoluto zero. Não tinha passado, e por isso mesmo não tinha futuro. Só tinha um presente muito, muito confuso.

Eu ainda choro todas as vezes que vejo esse bendito episódio final da temporada 6 de "Friends". Tanto pelo episódio em si, quanto pelo fato de que o Chandler da ficção conseguiu, quase simultaneamente, o que o Chandler da vida real acabava de perder pra sempre. Aquela Monica, então, jamais seria sua. Mas hoje percebo que eu choro mesmo é porque o episódio me lembra aquela sensação, na época, de que a mudança que viria seria grande e dolorida. Mas ela foi necessária. Para o quê?, mais uma vez, não faço ideia. Só sei que aquele turning ponit foi assim.

Outro turning point chegou. Hora de mudar de novo. Ao menos agora, como este post prova, há passado (e isso provavelmente vai ajudar a pensar num futuro). Vou me dedicar é ao presente. Aliás, talvez pra dar importância e valor a ele é que tenha acontecido isso tudo que me veio à memória revendo "Friends".

Nem Monica, nem Chandler. Agora é só Humberto mesmo. 
E coragem.


P.S.: Quando falo "choro" vocês sabem que é só uma lágrima escorrendo, né?
P.S.2: Sim, perdi a prática... Mas, sim, este blog está de volta. Lidem com isso.
= )


quinta-feira, 27 de junho de 2013

tchan-tchan, tchan-tchan!...

Adivinha que blog voltará à programação normal em breve?...

O seu, o meu, o nosso 'o Humberto Explica'', finalmente de volta, daqui a uns dias. Podem começar a pipocar sugestões de temas! Porque eu, vocês já devem imaginar, tenho muita bobagem pra falar. 

Na verdade nem tenho (:P), mas se eu não voltar logo pro blog vou esquecer como se escreve, rs... Então, digam aí, do que a gente pode falar nesse retorno? O que andou sem explicação esse tempo todo? Hum? Hum?

Inté már logo, povo!



terça-feira, 28 de maio de 2013

pre-para-ação

Uns cinco ou dez minutos. O tempo que eu passei olhando pra tela em branco, pensando em como começar este texto.

Este não é um período de falta de inspiração, e tenho uns 500 rascunhos de posts aqui pra provar isso. Mas esses rascunhos todos, com textos começados e "abandonados", provam também que este é um momento em que eu estou preferindo não falar.

Perdi um pouco a vontade de comentar as coisas, sejam as pessoais, sejam as banalidades. Fui vencido pela realidade e sua dureza. Minhas preocupações com questões de ordem prática minaram um pouco minha vontade de escrever. Esta é uma hora em que eu sinto mais necessidade da ação que da falação. Cansei um pouco até do que eu mesmo tenho a dizer.

Pode ser cansaço, pode ser medo (das mudanças, das não-mudanças). Acredito que é um momento de transformação, ou ao menos espero que seja isso. E sinto que preciso pra mim todo o tempo que tiver sobrando. De preferência em silêncio.

Ainda não é desta vez que este blog acaba. Mas eu vou dar um tempinho. A qualquer hora dessas, seja por motivo de ordem "fofocatória", seja em definitivo, eu volto a escrever.

Abraços pra vocês todos.



sábado, 18 de maio de 2013

when I think of "you"


Nota de abertura: este post foi escrito umas três semanas atrás. No dia achei melhor esperar pra publicar. Agora acho que tá meio vencido. Mas como a inspiração (e o tempo) andam curto, pra não deixar o blog pelado, vai aí. Me digam depois se ficou passado. Beijos.


Leitores mais atentos, frequentes e pacientes já devem ter percebido que eu ando numa vibe "No Fundo do Baú". Por algum motivo que eu desconheço (ou não) eu ando pensando muito na pessoa que eu era em tempos longínquos. 

"Porra, Humberto, que coisa mais chata.", alguém pode dizer. Eu também acho. E tinha super me prometido não ficar escrevendo essas coisas aqui. Mas daí que o blog é meu mesmo, tô sem grana pro psicanalista e escrever me ajuda a resolver essas histórias. Então, se o assunto te cansar volta pro Facebook. Se não, puxa o banquinho aí que lá vem a história.

Já escrevi muito aqui sobre minha infãncia. Daí, numa noite dessas, na hora de desligar o note, eu comecei a cantarolar na mente uma musiquinha. Não aguentei, procurei (e achei!) o vídeo (aí acima) e dele fui pra mais um monte. Quando dei por mim, já tava lá lembrando do Humberto que eu era com 17 anos.

Era toda uma outra época, claro (pra se ter ideia, a tal música mesmo, nunca tinha visto a cara da cantora); SemYoutube, sem nada (nem MTV tinha aqui na roça), a gente ouvia essas coisas era na Jovem Pan mesmo. E nessa outra época, eu era muito um outro eu, mas muito.

Ouvindo essas músicas eu lembro do L'apogeé e de outras boates (danceterias?) que tocavam tudo isso... mas lembro apenas dos amigos contando, porque eu, hahaha!, nem cheguei a botar os pés. Dançar, sá dançava em casa mesmo (sozinho e morrendo de medo do meu irmão *bully chegar).

Pensa que eu era um menino (menino mesmo) magriiinho, já alto e com míseros 60 quilos, tííííííííííííímido de dar dó, feio de doer. Menina nenhuma chegava perto de mim se não fosse pra fazer amizade e eu só queria morrer por conta disso. Aliás, tinha certeza que ia morrer aos 18 (e sem beijar).

Quando fiz 17 mudei de escola e as coisas mudaram muito. Eu entrei no meio do ano, então, pra minha inimaginável sorte, virei queridinho da sala. Eu já tinha a habilidade de circular entre as panelinhas, mas pela primeira vez eu tinha a minha. E era com essses outros meninos que eu ia pro shopping bater perna atrás de mulher (HAHAHAHAHAHAHAHA, ô Deus, como era feliz e como voltava sempre feliz do shopping mesmo que todos nós tivéssemos dinheiro pra, no máximo, tomar uns tocos das mocinhas).

No fim das contas, e por pura ironia do destino, de todo o bando eu fui o único que arrumou uma namorada (amor da minha vida, amiga pra sempre, de quem já falei muito aqui no blog também).

Eu sei lá, mas essa coisa de ficar lembrando de mim em outros momentos da minha vida tem me feito bem. É meio como se apesar de as coisas não estarem 100%, de não estarem como eu imaginei que estariam (e será que isso aconteceu pra alguém?), elas ainda assim estarem certas. As coisas estão como tinham de estar.

Quando eu olho pra trás e vejo esses "outros" Humbertos, minha vontade é de abraçar cada um deles e falar: "Ó, nao vai dar tão certo não, mas vai dar certo; Não precisa sofrer tanto. Se joga e curte tudo que é de agora porque a hora disso é agora mesmo, o que for de depois você se vira depois. E você vai dar conta de tudo."

Eu odiava ser criança. Então ser adolescente já era meio caminho andado pra tão sonhada idade adulta. E apesar dos pesares de pisciano dramático, essa fase eu aproveitei bem.

Licença que eu vou ouvir mais das sete (milhões de) melhores da Pan.
Bom fim de semana pra vocês.


P.S.: Pode comemorar aniversário fora da data, pra encher (muito) a cara e pedir pra tocarem tudo isso, do jeitinho que eu não fiz quando tinha 17?
P.S.2: Ô 1994, que mora no meu coração! 


*Irmão bully. Hoje Gilda, para os íntimos.


quarta-feira, 15 de maio de 2013

woah!, qual é mermão?

O gif que descreve como eu me sinto quando o problema é muito grande. É bem isso aí.



segunda-feira, 13 de maio de 2013

chora recalcada

Nunca entendi o prazer que algumas pessoas têm em publicar fotos antigas de mulheres lindas, tentando sugerir que elas já foram feias.

Não compreendo em primeiro lugar porque na maior parte dos casos elas não eram feias na época das tais fotos. O padrão de beleza é que era outro, a moda é que era outra, os penteados maravilhosos é que eram outros, bem diferentes. Então não era feiúra: é, na verdade, só a incapacidade de algumas pessoas de olhar para o passado com o distanciamente necessário para apreciar o que era belo naquele momento. Então, desculpa aí, mas Claudia Raia era muito gata nos anos 80.

Em segundo lugar, considerando-se que a dita cuja fosse de fato feia antigamente (Carla Perez, por exemplo, era mesmo muito feia em 1996, apesar de ainda assim ter sido considerada suficientemente gostosa pra emplacar uma capa muito bem sucedida de Playboy à época). Ao menos pra mim, o fato de uma mulher ter conseguido ficar bonita pros atuais padrões significa apenas que ela se dedicou e criou condições para conseguir ficar como ela entendeu que deveria/gostaria de ficar. E ao invés de ser demérito, isso só demonstra força de vontade e merecimento. "Ah, Humberto, com dinheiro toda mulher fica linda". Bom, parabéns pra ela então, que conseguiu. Tá rycah e tá bonita!

Queira Deus que um dia eu e esses recalcados todos de plantão consigamos brindar com a Val Marchiori o fato de que a gente finalmente tá podendo. Vergonha não é ter sido (ou não) feia no passado; vergonha é ser tão infeliz a ponto de uma das maiores satisfações na vida ser ficar rindo da aparência que alguém teve 20, 30 anos atrás. Francamente, puta vida sem sentido, hein?

Hello!



terça-feira, 7 de maio de 2013

This used to be my Véia...

E a Namaria, coitada, tá cada vez mais gagá. Na manhã de hoje ela tocou o terror de novo nos telespectadores, mais uma vez vestida de Madonna e... oh, wait!...

Mals aí, Namaria. Tô ligado que, disfarçado de humor e auto-deboche, você tem lá seu bom senso. Já nossa velha Véia do ♥...


Madonnazis dizendo que foi revolucionário e que ela tá ótima e que zzZZzzz.... em 3, 2, 1.... 


-"Sangue do Cordeiro, o que é aquilo de peruca preta?!"



P.S.: Sobre o Baile do MET, onde nossa querida Véia se apresentou assim, vou escrever amanhã . O assunto já vai tá passado e os blogs tooooodos já terão falado, mas hoje não rola pra mim. Vai matando a saudade do baile de 2011 :P. Beijos, bom dia!



segunda-feira, 6 de maio de 2013

disputado a tapa

Retrato da dura (opa!!) realidade da maioria das bichas brasileiras: Fodidas financeiramente, mas não fodidas literalmente.

A mulherada se sente vingada nessa hora.
=D


P.S.: Sorry o post tosco, não resisti.


sexta-feira, 3 de maio de 2013

ela é rica

Não se fazem mais mulheres ricas como Viviane Senna. Saudade dos tempos em que discrição, elegância e bom senso também vinham no pacote.

Beijo vivi, te amo, me liga. A gente toma um chá com a Milu enquanto comenta a última lindeza que você aprontou.


P.S.: Aqui, o post maravilhoso que eu adoraria ter escrito, mas nunca me dei ao trabaho (porque penso que a Chauncey Gardner da mídia brasileira não merece tanta atenção). Vale a leitura.



quando ninguém está por perto



Voltei a ver "Friends", desde o comecinho, depois de aaaanos sem assistir. Tanta, mas tanta coisa vem à mente com isso. Vai merecer um post caprichado, mas num outro dia. Hoje é sexta-feira, ninguém quer ler um texto longo.

Por ora vou deixar só esse videozinho aqui, com o resumo de um episódio em particular, com a participação do Ben Stiller. Quem nunca se sentiu como o Ross nesse caso, né?

Abraços!


P.S.: Thiago e Carol provavelmente serão os únicos a entender, mesmo sem legenda no vídeo. Mas tá valendo pra todo mundo. ;-)



domingo, 28 de abril de 2013

dia das mães – escolhas de marketing

Dia das mães chegando e uma coisa me chamou a atenção este ano: as escolhas do pessoal do marketing de algumas empresas. Vou destacar duas aqui.

Primeiro, parabéns pra Hering, que fez uma escolha bacana de estrela, a Flavia Alessandra. É uma atriz bonita, tá no ar, e por tudo que se sabe é uma boa mãe de duas filhas tão lindas quanto ela. As fotos ficaram ótimas, coerentes e super atuais, dando bem a ideia de uma mulher que sabe cuidar tão bem dos filhos quanto de si mesma. Achei acertadíssimo

Daí, por outro lado vem Riachuelo e faz isso aí abaixo.

Então, Claudia Leitte já é sempre uma escolha ótima né? (NÃO). Aí ainda me botam a mulher sozinha, vestida de piriguete, super sensualizando como se estivesse na capa da Nova. Porra, qual a relação disso com Dia da Mães? Claro, mãe também é gente, mãe não precisa abrir mão da vaidade, mas né?, cadê senso de adequação? Essa campanha aí poderia rolar numa outra hora qualquer, não há nada que a conecte com a ocasião.

Pra piorar, a riachuelo ainda faz isso:

Francamente, Riachuelo, é Dia das Mães ou Halloween? Deus do céu, vamo investir no inglês e respeitar os clássicos dos Anos 80, minha gente.

Enfim, isso tudo deixa a gente pensando no tipo de imagem que cada empresa quer construir de si mesma. Dá pra criar vínculo com uma marca que encara desse jeito uma data dessas, toda ligada ao afeto e aos sentimentos mais nobres? 


P.S.: De novo, parabéns Hering, me contrata!
P.S.2: A observação deste post era sobre as escolhas das empresas mesmo, nada com relação às célebres escolhidas. Mas em se tratando de Cláudia Leitte e maternidade, impossível não lembrar disso aqui.

Inté.


quinta-feira, 25 de abril de 2013

os 6 anos

-"Olha como ele tá lindo!"

Tem gente que tem memória de Dory, e não lembra de nada. E tem gente que tem memória de Sheldon, e lembra de detalhes de momentos tão longínquos que outra pessoa pensaria que são lembranças inventadas.

Não sei se por benção ou castigo, Deus me deu uma memória das boas. Eu lembro de coisas muito muito antigas. (Talvez meu castigo seja lembrar de bobagens antigas e não guardar coisas úteis, como fórmulas matemáticas e afins).

O fato é que eu lembro bastante da minha infância, daquela mais antiga mesmo. Ainda assim, alguns anos atrás, eu me dei conta de que as lembranças eram contínuas a partir de uma certa idade. Do que vinha antes disso eu lembrava apenas de acontecimentos isolados. 

Um desses acontecimentos isolados foi a vinda da minha prima carioca aqui pra roça. Eu lembrava dela adolescente, fã número 1 do Éder, que jogava no Atlético e na Seleção Brasileira naquele 1982 de Copa da Espanha. Ela passou uns dias aqui em casa. Quando uns anos atrás ela veio nos visitar novamente, já curioso sobre esse período de poucas recordações, eu perguntei a ela se lembrava de mim, de como eu era, do que eu fazia. E ela nem pestanejou: "Você era quietinho, sempre quietinho, estava sempre sentando num cantinho, cheio de papéis e revistinhas, desenhando e rabiscando."

Daí eu lembrei. Era bem isso mesmo. Em 82 eu tinha cinco anos e estava sendo alfabetizado pela minha irmã. Minha prima um ano mais velha, com quem eu brincava, tinha acabado de entrar no prezinho e eu me ressentia muito de ficar sozinho e de não poder ir pro prezinho também. Então eu me virava em casa, torcendo pra passar logo o tempo (que demora uma eternidade quando você é novinho) pra eu poder ir pra escola também.

A única coisa que eu sabia escrever em 1982 era meu nome – que eu descobri que era Humberto quando minha irmã me obrigou a escrever Humberto (me chamam pelo nome do meio aqui em casa, e até então eu jurava que era só aquele meu nome). Assim, sem nenhuma cerimônia, escrever me deu logo de cara uma identidade. O mínimo que eu sabia escrever já era um mínimo que fazia de mim alguém.

Quando 1983 chegou, trouxe a melhor coisa que poderia ter acontecido pra mim naquela época: a escola. E eu lembro nítida, mas nitidamente do momento que eu tomei meu banho (sozinho) e me vesti (sozinho) e fui até a sala pra me levarem pra aula. E foi aí que minha outra irmã falou: "Olha como ele tá lindo!" E só pelo tamanho do sorriso que eu sei que eu dei eu devia mesmo estar lindo. Todo orgulhoso de mim, com meu uniformezinho de xadrez azul claro, minha merendeira, cartolinas e minha pasta amarela na mão.

Mesmo naquela hora em que as mães vão embora e os filhos ficam se esgoelando eu não chorei. E essa é outra lembrança bem clara: eu olhava pras crianças todas e me perguntava: "Por que eles estão chorando?". Aos 6 anos, idade em que a gente normalmente ia pra escola no começo dos anos 80, eu acho que já era adultinho demais. Fato é que de lá pra cá lembro de praticamente tudo que se passou na minha vida. Desde os 6 anos, quando eu realmente comecei a escrever. 

Hoje, três décadas depois dessa história toda, quem celebra seus 6 anos é este blog. Que nasceu e que persiste por conta dessa minha paixão pelas palavras. Porque escrever é o que me lembra do que eu gosto, do que eu vivi e, especialmente, da pessoa que eu sou.

Muito obrigado a todos que me leem.
Muito obrigado!


sexta-feira, 19 de abril de 2013

and so it is



Eu já contei isso aqui, em algum outro post perdido por aí: eu estava de pé, conversando, no meio do povo, e ele veio na minha direção. Veio porque tinha que vir, porque era pra ser. Veio pra ficar. (e que fique o quanto quiser, que fique feliz, que fique por muito tempo).

Daí que eu de tempos em tempos sempre paro pra pensar no por quê algumas pessoas surgem na minha vida, no como elas surgem, no por quê algumas permanecem e outras se vão. Elas se vão porque seria um inferno a vida com tanta gente no seu círculo de amizade. Imagina se meu amiguinho Marcelino, do prezinho, 30 anos atrás, ainda andasse comigo, avalia o esgotamento emocional?

Mas tem gente que fica. Não que as que se vão não tenham sido importantes ou especiais, muito pelo contrário. É só que a vida é assim mesmo. A vida é movimento, e como todo mundo tá vivo, todo mundo tem direito de fazer parte da sua história ou deixar de fazer, e você não tem muito o que fazer a esse respeito. A não ser agradecer.

Conversando com um amigo, a gente falava disso. Ele surgiu do nada, uns anos atrás. Apareceu no Facebook, me adicionou na cara dura. Eu levei meses pra aceitar, porque nunca fui de adicionar estranhos. Além disso, pra cagar ainda mais pro lado dele, ele era amigo (no Face) de uma das pessoas mais mau caráter que eu tive o desprazer de conhecer. Anyways. Se tornou um bom amigo. O mau caráter eu espero que tenha sido traficado pra Turquia, é o melhor que posso desejar a ele.

Mas o ponto era esse. Até o traficado (digo, o mau caráter), que curiosamente esteve na minha vida em dois momentos, teve seu valor. A "decepção" (porque nunca foi alguém por quem eu pusesse a mão no fogo) com ele me fez mais atento. E ainda me deixou um bom camaradinha.

Todo mundo, quem vem e fica, quem vem e vai, quem te fez bem, quem aparentemente não fez, todo mundo que passa na sua vida, passa por um motivo. E o motivo é te fazer crescer. 

Eu agradeço, no fundo, no fundo, pela oportunidade de ter convivido ou estado com cada uma dessas sei lá quantas pessoas que fazem minha história. Abraçarei e rirei com muitas ainda, brigarei pra cacete com outras tantas. Mas isso tudo é o que vale. Tudo isso é o que faz sentido.


P.S.: Vou ser muito franco: esse papo todo sobre as pessoas que a gente vai conhecendo já vinha rolando mesmo, e eu sempre, sempre me pergunto que pessoas ainda conhecerei. Mas a vontade de escrever este post veio de uma coisa medonha que aconteceu no fim da tarde de ontem. No meio da multidão, às 5.30h, no centro nervoso de TuBHcanga, dois caras vinham em minha direção; eu, sempre afoito, procurava uma loja e atravessei a rua; naquele segundo que eu mudei minha rota um deles tirou um FACÃO (???!!!) (e de onde??) e assaltou uma moça que estava onde eu estava antes. Eu levei uns minutos pra acreditar no que tava vendo. Vim com isso na cabeça, pensando no que uns chamam de coincidência, outros de destino, outros de sorte e outros ainda de Deus. Olha, a vida é punk. E a segurança pública aqui na roça é uma vergonha.

P.S.2: Hoje faz sete meses que se foi uma das pessoas mais importantes da minha história. E um dos motivos pelos quais sou grato a ele são os bons amigos que me deixou. Fora que eu tenho certeza que é coisa dele eu ter encontrado a lindura de pessoa importante da minha história que eu citei no começo deste post.

P.S.3: Pra fechar as coincidências, aquele mesmo amigo que apareceu do Face do escroque me mandou este texto, que, basicamente, diz com muito mais clareza tudo o que eu gostaria de ter dito aqui.


Beijo a todos, bom fim de semana pra gente.


terça-feira, 16 de abril de 2013

em pele de cordeiro

Olá povos deste blog! Tô sumido, eu sei. Me cobraram posts novos esses dias. Tô pra dizer que tem uma lista de uns 15 rascunhos encaminhados aqui, mas aquela inspiração pra sentar e escrever tá meio de folga. E eu ainda prefiro esperar do que postar um textinho meia-boca. Além disso, quando o santo baixar eu publico logo 30 posts (e ninguém vai ter tempo pra ler :P)

De toda forma, vamos lá, vamos tentar falar sobre alguma coisa... bom, das coisas que tenho pensado ultimamente (e eu tenho pensado muito, mas também muito me segurado pra não escrever a respeito), há uma que até já mencionei aqui no blog: lembram de eu ter falado do PAVOR que eu tenho de gente que te "admira" tanto que vira você? Lembram?

Eu ando observando esse comportamento em algumas pessoas, mesmo que de forma sutil. E eu acho bizarro, muito bizarro. Penso que é um nível de recalque patológico, de forma que a pessoa perde a própria personalidade (se já teve alguma) e se empenha mais em copiar o que é do outro. Isso é triste.

O que dizer então de gente que fica em cima de você, dizendo pra você "parar com isso, pra não estudar tal curso, não usar tal roupa, não cortar o cabelo de tal forma", sabendo que você se sente bem assim, que isso te faz feliz, e logo que você cede (you fool!) ele vai lá e se matricula no tal curso, usa a tal roupa e corta o cabelo exatamente do jeito que você usava?

Me lembra aquela novela (mala) da Gloria Perez, "Caminho das Índias". Era exatamente o que rolava com as personagens da Letícia Sabatella e da Débora Bloch, não era? A psicopata que se fazia de amiga da trouxa pra tomar tudo que ela tinha, apenas pelo prazer de tomar o que era da outra e acabar com a felicidade dela.

É, negaiada... abre o olho. A gente se acha muito esperto, mas o que tem de lobo em pele de cordeiro (ou de crocodilo, já que nem todas têm um bom dermatologista)... abre o olho.

Volto em breve, com posts que façam algum sentido. Prometo. 
Besos.


P.S.: Textinho meia-boca, não falei?
P.S.2: Se não me engano, foi na onda dessa novela e personagem que aquela mulher psiquiatra começou a ir em tudo quanto é programa e publicar um livro por semana. Eu confesso que gostava de vê-la nas entrevistas, também quase toda semana no "Sem Censura", mas quando eu finalmente li um dos seus livros... Jesus Sacramentado!, como são ruins, rasos e muito, muito mal escritos. Sério, eu só conseguia pensar que uma médica que escreve mal desse jeito não pode ter sido uma boa aluna de medicina. De verdade, super não recomendo os livros dela e acho que se alguém decide se consultar com ela, depois de ter lido qualquer uma de suas obras, então é porque tá meio louquinho mesmo.

Upgrade praticamente na mesma hora: Digníssima leitora Helena de Tróia (chiquérrima) já leu o post e já mandou essa belezura de link aqui, ó. Como comentar? :D